Author: Mônica Cadorin

RELATÓRIO DE PROGRESSO

Hoje faz sete meses que comecei a escrever o primeiro livro da História de Rodrigo (ainda sem título). Tenho me esforçado para escrever pelo menos uma página por dia, como meta estabelecida, mas nem sempre consigo. Por outro lado, em alguns dias consigo escrever mais de uma página, o que me mantém dentro da média de uma página por dia. 1,26 páginas por dia, para ser mais exata.

Estou num momento bem tenso da história. Rodrigo está sofrendo muita pressão, que vai aumentar nos próximos dias, até o ponto em que ele não tenha mais saída. Ele terá que decidir entre recuar, abrindo mão daquilo que quer, ou enfrentar o mundo para manter o que quer. E ele só quer namorar a Ângela, aquela menina esquisita da escola. Um desejo tão simples, que a família e a sociedade não permitem.
 
Estou na página 273, escrevendo os fatos que acontecem no mês de setembro, e a história vai até o começo de dezembro, então já estou a caminho do final. O clímax está previsto para novembro, e depois será só resolver as arestas e finalizar. Minha intenção é terminar ainda no primeiro semestre, para poder começar o segundo livro dia 1 de julho, quando fará um ano do começo deste. Três livros em três anos. Faz muito tempo que não consigo uma façanha dessas. A meta diária de escrever uma página por dia realmente acelera o trabalho e unifica o estilo.
 
Bem, é essa a minha atual situação. Depois do Carnaval volto também a publicar os vídeos no canal Apologia das Letras. Acho que estou com trabalho suficiente para o ano todo, e mais o próximo.

FELIZ ANO NOVO!!

Em primeiro lugar, que todos tenhamos um 2016 cheio de literatura, saúde e paz.

Eu estou começando o ano muito bem: peguei De mãos dadas para reler e fazer a primeira avaliação. Depois de um ano de saudade, e com o conteúdo já ficando meio de lado na memória, estou com um olhar um pouco mais isento para ver se a história é realmente boa, ou se ficou apenas mais ou menos.


Uma resolução para 2016: vou espaçar as publicações do blog. Em vez de três textos por mês, vou me comprometer a fazer apenas um. Assim será mais fácil cumprir. Estou reestruturando umas coisas também, e estou achando que vou mudar tudo por aqui. Na hora certa, eu aviso.


Então é isso, meus leitores e amigos: Feliz 2016 para todo mundo!

FIM DE ANO

Tem sido difícil manter o blog atualizado, e vocês certamente estão percebendo isso. É difícil escrever um livro (a história de Rodrigo), revisar outro (De mãos dadas), publicar e lançar um terceiro (Construir a terra, conquistar a vida), produzir vídeos para o canal Apologia das Letras e ainda trabalhar no Iphan e cuidar da minha família. Ah, e escrever textos para o blog e alimentar a fan-page do Facebook. É muita coisa e, como não posso abrir mão de comer, dormir, ir ao Iphan e cuidar da família, as atividades literárias é que ficam prejudicadas. Este ano, dei prioridade à publicação de Construir a terra, conquistar a vida, que eu estava devendo desde 2012. E aí o blog vai ficando por último. Tenho pensado em reestruturar e mudar tudo… mas é algo a ser estudado nas férias. De qualquer forma, gostaria de ter novidades para apresentar a vocês em 2016. Não se preocupem: eu aviso.
Uma coisa que quero fazer mais em 2016 é conversar com vocês. Às vezes me sinto jogando palavras ao vento porque poucos comentam, poucos me mandam e-mail. Isso também me desmotiva a escrever, porque fico com a impressão de que ninguém lê, então meu trabalho é em vão. Quero mudar isso.
Tudo isso será tarefa para as férias de janeiro. Então me perdoem se vocês vierem aqui e não encontrarem nada novo para ler. Significa que estou escrevendo, revisando, publicando – o grosso do trabalho do escritor.

Bom Natal, Bom Ano Novo, e agora a gente se encontra em 2016.

LANÇAMENTO DE “CONSTRUIR A TERRA, CONQUISTAR A VIDA”

Já aconteceu! Foi uma tarde muito especial, em que consegui reunir muitos amigos, vindos de lugares diferentes: do trabalho, do Pilates, da natação da filha, amigos de longa data, amigos por parte de marido, por parte de mãe. Foi um encontro muito rico e divertido, e todo mundo saiu de lá com algum livro na mão. Tive oportunidade de falar um pouco sobre o que é a história do livro, e falei também sobre meus outros romances. Conversar sobre esses meus “filhos” é sempre uma alegria.

Bem, ainda tenho livros impressos, que podem ser pedidos pessoalmente ou aqui mesmo no site. Deixo aqui para vocês, o link para as fotos do eventoE espero ver todo mundo novamente no próximo!

 

CONSTRUIR A TERRA, CONQUISTAR A VIDA – AS CAPAS

Algumas pessoas me perguntaram o que significam os objetos extras nas capas de cada um dos tomos do livro; se há alguma ligação com o momento da história. Sim, há. O critério de divisão dos tomos foi o quantitativo de páginas, de forma que todos os três tivessem mais ou menos o mesmo número de páginas. Mesmo assim, em cada tomo, há predominância de certo tipo de evento, por conta do desenvolvimento da cidade e da fase das vidas das personagens principais. 
No primeiro tomo, predominam as lutas pela conquista da cidade, e os esforços com a construção de uma estrutura básica que mantivesse as pessoas morando no local. A conquista da cidade foi feita à base de força militar, representada pela espada presente na capa. 
No segundo tomo, a cidade está construída – e as famílias também – e é época de consolidar o poderio sobre a região e criar os filhos. Os dias das grandes batalhas se passaram, e as personagens podem trabalhar e aproveitar a vida em passeios e festas. Os mais velhos passam para os mais novos as tradições de histórias, músicas e danças e é o que o alaúde representa. 
No terceiro tomo, temos uma cidade que não sofre mais tantas ameaças e que começa a expandir e se firmar como um centro importante. Os filhos decidem seus destinos e a vida prossegue, no único caminho possível. O símbolo dessa fase são as três flechas de São Sebastião, que por muito tempo fizeram parte do escudo do Rio de Janeiro, nessa mesma disposição.
Venha conhecer Duarte Correia e o Rio de Janeiro do século XVI, dia 18/11, na M&C Escola de Música.

O GRANDE DIA!!

Hoje faz um ano que acabei de escrever De mãos dadas. Dei-lhe o ponto final, dividi os capítulos e lacrei-o numa caixa de arquivo. Ou seja, hoje é teoricamente o dia de abrir a caixa e reler a história fazendo a primeira avaliação. Sempre passo esse ano de espera ansiosa por este dia de rever meu filhote adormecido, e este ano não foi diferente. Em várias oportunidades, quase todos os dias, eu me lembrei de trechos, cenas e falas do livro. E o mais importante: passei esse ano sem botar os olhos no texto, revivendo-o só de memória (porque esquecer totalmente uma história que eu levei mais de dois anos para escrever seria quase impossível) e ansiando pela hora de poder reler.

Mas desta vez vou fazer algo diferente: não vou abrir a caixa e reler minha história hoje. Estou finalizando os preparativos do lançamento de Construir a terra, conquistar a vida, que já ficou bastante tempo relegada a segundo plano porque eu queria escrever De mãos dadas. Atrasei a publicação por não conseguir conciliar escrever um gigante e publicar outro. Então agora é hora de inverter as prioridades e dar a Construir a terra, conquistar a vida a importância que ela tem. Depois do lançamento (que será dia 18/11, no M&C Escola de Música), então escolho um final de semana ou um feriado para o prazer que será reler e avaliar De mãos dadas.

AULA DE TÉCNICA HISTÓRICA

Aprendi a fazer romance histórico com o livro Scaramouche, de Rafael Sabatini. Faz quase trinta anos que li (e ando morrendo de vontade de reler) e ainda lembro da primeira frase, que sintetiza o caráter do protagonista, André Louis Moreau: “Nascera com o dom de rir e a ideia de que a humanidade é louca” – ou algo parecido.
O livro foi escrito em 1921 e ambientado durante a Revolução Francesa (1789-1793) e esse lapso temporal entre a época de escrita e a época da ação é fundamental para a conceituação de um romance como histórico. Sabatini foi brilhante ao intrincar sua história fictícia aos eventos históricos que derrubaram a monarquia na França. André Moreau participa dos acontecimentos, encontra as pessoas reais e interage com elas. Não interessa muito se as pessoas fizeram aqueles gestos ou falaram aquelas palavras: Sabatini criou dentro das características dessas pessoas conforme registrado pelos estudiosos, então elas são totalmente reais, verossímeis.
Embora eu me considere uma boa aluna, essa construção interligando realidade e ficção não é fácil de fazer. Eu comecei a tentar fazê-la nos meus romances em 1991 (já com seis anos de prática de escrita), no romance Uma antiga história de amor no Largo do Machado mas só consegui fazer que minhas personagens andassem por uma cidade real com pontos de referência existentes. O marco importante é Construir a terra, conquistar a vida (1996), em que minhas personagens participam ativamente dos eventos da história da cidade e interagem com pessoas que existiram de verdade. Mas ainda não era o intrincamento que eu consegui fazer em De mãos dadas (2009). Toni não apenas participa dos eventos mas também é arrastado por eles, como num turbilhão incontrolável. Diferente de Duarte, que constrói os eventos com seus concidadãos, Toni é vítima dos acontecimentos. Duarte esforça-se para participar da História, enquanto Toni quer escapar dela para apenas trabalhar e viver em paz.

Acho que agora aprendi realmente a lição do mestre Sabatini. Mas não sei quando terei oportunidade de praticar novamente, pois a história de Rodrigo, que estou escrevendo agora, não pede esse tipo de estrutura histórica, nem a história que pretendo escrever em seguida, que vou chamando de Amnésia até dar-lhe um título. Mas, quando eu tiver uma outra trama histórica para escrever (e isso não quer dizer ambientar a história no passado), eu já sei que ferramentas usar para interligar ficção e realidade. Obrigada duas vezes, Rafael Sabatini: pela experiência prazerosa que tive ao ler Scaramouche, e pela aula de como fazer um romance histórico.

INFLUÊNCIAS – PARTE 2

Muitas vezes, identifico nos meus textos algumas características que são influências recebidas de livros que eu li e de filmes que eu vi. Tenho escrito alguns textos sobre isso (Influências, Releituras, Amor à primeira vista, Amor desde sempre). Mas ultimamente tenho pensado muito em um livro que eu não li inteiro mas que, mesmo assim, me influencia muito, especialmente na composição das personagens. É o livro A filha do diretor do circo, da Baronesa Ferdinande Maria Theresia Freiin von Brackel. O livro foi escrito em 1875 e minha mãe tem provavelmente a edição de 1913, com capa de tecido marrom.
Há duas questões a esclarecer. A primeira delas é porque eu não o li até o final. A segunda é de que forma esse livro me influencia. Antes de tudo, preciso dizer que eu gosto dessa literatura do século XIX. Apeguei-me à literatura – para ler e para escrever – com os clássicos (e alguns não tão clássicos) do romantismo do século XIX. O tipo de escrita e a linguagem me são familiares e eu aprecio a forma dramática como as coisas acontecem. Em outras palavras, eu estava adorando a história. Apaixonei-me pelo amor de Nora e Kurt – tanto que dei ao Conde Legrant o nome de Curt em homenagem ao Conde Curt Deghental (eu achava que se escrevia com C. Recentemente fui conferir e vi que é com K). É uma típica história de abismo social, em que um membro da nobreza (Conde Deghental) se apaixona por uma plebéia (Nora Carstens, a filha do diretor do circo) e eles precisam enfrentar a pressão das famílias e da sociedade para poderem ficar juntos. Bem, esse é um tema que me acompanha desde aquela “primeira história adulta”, criada ainda na pré-história da minha carreira, e que depois eu escrevi com o nome de Petrópolis (1986) e que mais recentemente eu retomei e se tornou Não é cor-de-rosa (2005). Essa já é a primeira influência: a temática recorrente, que também aparece em Luz dos meus olhos, Tudo que o dinheiro pode comprar, Construir a terra conquistar a vida (com algumas personagens), e até na história de Rodrigo, por um prisma diferenciado.
Então eu estava lendo e adorando até o ponto em que alguém sugere que eles fiquem separados por um ano, para testarem a constância de seu amor. Embora receosos, eles aceitam e aí a minha curiosidade me levou à última página do livro: eu precisava saber se o amor que eu achava tão lindo era também constante e manteria o casal unido até o fim. E foi quando eu descobri que… o livro da minha mãe está incompleto. Falta o último caderno inteiro, o que deve dar mais ou menos 64 páginas. Ou seja, eu nunca saberia se eles ficaram juntos ou não. Então eu parei de ler ali mesmo, naquele momento, naquele ponto de extrema tensão (é possível que o marcador ainda esteja em algum lugar entre as páginas). E, na minha paixão adolescente, eu desejei intensamente que o amor deles passasse nessa prova de constância, e eles chegassem vitoriosamente juntos ao final do livro. Esse sentimento moldou o temperamento de todos os meus apaixonados, desde Alex e Cathy (1982) até Rodrigo e Ângela (2015). Meus amores são constantes e resistem à separação e a qualquer prova que a vida exija deles, o final que eu espero que a Baronesa tenha dado a meus queridos Nora e Kurt.
Então, mesmo sem ter chegado ao final do livro – não por culpa da história, nem minha – A filha do diretor do circo me marcou profundamente e me influencia fortemente durante toda a carreira.

Se eu tenho curiosidade de saber o final da história? É claro que sim!! É uma curiosidade que dura cerca de 30 anos. Infelizmente é um livro com edições esgotadas e raro de se encontrar entre os livros usados, o que faz com que seu preço seja bastante elevado. Mas continuo procurando e, um dia, acabo de ler esse livro, para ver se a Baronesa von Brackel pensava como eu e fez o amor vencer no final.

OPS!

Essa foi minha reação quando me lembrei de que hoje é dia de publicar aqui no blog. Logo pensei “tenho algum texto pronto ou começado?” A resposta naturalmente foi “não”. O sentimento seguinte foi de busca: sobre o que posso falar? Que temas eu gostaria de trabalhar? Não encontrei outra resposta que não fosse a história de Rodrigo. Estou, como sempre, fascinada pelas personagens, pelo desenrolar da trama. Essa história tem um diferencial a mais, pois, diferente dos últimos romances que escrevi, ambientados em locais distantes e épocas passadas, a história de Rodrigo se passa nos nossos dias, e no meu bairro. A escola em que eles estudam fica próxima à escola da minha filha; eu passo todos os dias por ruas por onde eles andam. Sei exatamente em que altura das ruas eles moram, em que prédios. Eles pegam os mesmos ônibus que eu; os pontos de referência deles são os mesmos que os meus. São personagens muito próximas de mim, inclusive territorialmente. Isso talvez esteja me causando um fascínio extra em relação a elas. A história também é singela, apaixonada, e eu acabo me envolvendo mais especialmente com as personagens. Também estou gostando muito de tratar da adolescência, do ambiente escolar, essa miniatura do mundo social onde podemos encontrar amizade de verdade, companheirismo, lealdade, mas também preconceito, segregação, incompreensão. E Rodrigo e Ângela estão soltos nesse mundo, enfrentando desafios pessoais e sociais, superando seus limites o tempo todo, e até lutando contra o mundo para viverem seu amor.
 
Antes de começar a escrever hoje, eu estava na página 95. Como julho e agosto têm 31 dias cada, faz 62 dias que comecei a escrever, o que me deixa com uma média de 1,5 páginas escritas por dia. Não que eu esteja escrevendo uma página e meia todo dia. Não. Em alguns dias, não consigo escrever nada; em outros, escrevo até quatro páginas. Essa média me deixa muito satisfeita, pois indica que não vou levar anos escrevendo esse primeiro livro. Já estou chegando à página 100 e ainda estou nos eventos do mês de abril (a história vai até novembro). Acredito que deve chegar a quase 400 páginas e, nesse ritmo, vou levar somente pouco mais de seis meses para terminar. Essa é uma previsão muito boa.

MISCELÂNEA

O problema de estar escrevendo um romance/novela é que não me sobra tempo para escrever os textos do blog. Então este texto será composto de apenas duas notícias.
Em primeiro lugar, a história de Rodrigo, meu encanto atual. Tenho escrito bastante e estou na página 80. Para o namoro começar de fato, falta só eles darem esse nome. A turma da escola já começou a se opor a Rodrigo, ainda sutilmente. A família de Ângela está desconfiada e a de Rodrigo nem imagina o que está acontecendo realmente. Para mim, o importante é que os dois adolescentes estão felizes juntos.
No início de agosto, um grupo com 11 escritores lançou um novo canal literário no Youtube. Chama-se APOLOGIA DAS LETRAS. Eu faço parte desse grupo e meu primeiro vídeo foi ao ar dia 20/8. Com livro para escrever e vídeo para gravar, não sobra mesmo tempo para escrever para o blog, né? Aos poucos eu vou me organizando e arranjando tempo para tudo. Para facilitar a busca de vocês, aqui vai o link para o canal e também o link para o meu vídeo. Não deixe de se inscrever. Temos também uma fan-page no Facebook

Não tenho outras novidades, nem tenho pensado em temas que não estejam diretamente relacionados à história de Rodrigo. Então, por ora, fico por aqui.