Atualidade

RELATÓRIO DE PROGRESSO

Hoje faz sete meses que comecei a escrever o primeiro livro da História de Rodrigo (ainda sem título). Tenho me esforçado para escrever pelo menos uma página por dia, como meta estabelecida, mas nem sempre consigo. Por outro lado, em alguns dias consigo escrever mais de uma página, o que me mantém dentro da média de uma página por dia. 1,26 páginas por dia, para ser mais exata.

Estou num momento bem tenso da história. Rodrigo está sofrendo muita pressão, que vai aumentar nos próximos dias, até o ponto em que ele não tenha mais saída. Ele terá que decidir entre recuar, abrindo mão daquilo que quer, ou enfrentar o mundo para manter o que quer. E ele só quer namorar a Ângela, aquela menina esquisita da escola. Um desejo tão simples, que a família e a sociedade não permitem.
 
Estou na página 273, escrevendo os fatos que acontecem no mês de setembro, e a história vai até o começo de dezembro, então já estou a caminho do final. O clímax está previsto para novembro, e depois será só resolver as arestas e finalizar. Minha intenção é terminar ainda no primeiro semestre, para poder começar o segundo livro dia 1 de julho, quando fará um ano do começo deste. Três livros em três anos. Faz muito tempo que não consigo uma façanha dessas. A meta diária de escrever uma página por dia realmente acelera o trabalho e unifica o estilo.
 
Bem, é essa a minha atual situação. Depois do Carnaval volto também a publicar os vídeos no canal Apologia das Letras. Acho que estou com trabalho suficiente para o ano todo, e mais o próximo.

FIM DE ANO

Tem sido difícil manter o blog atualizado, e vocês certamente estão percebendo isso. É difícil escrever um livro (a história de Rodrigo), revisar outro (De mãos dadas), publicar e lançar um terceiro (Construir a terra, conquistar a vida), produzir vídeos para o canal Apologia das Letras e ainda trabalhar no Iphan e cuidar da minha família. Ah, e escrever textos para o blog e alimentar a fan-page do Facebook. É muita coisa e, como não posso abrir mão de comer, dormir, ir ao Iphan e cuidar da família, as atividades literárias é que ficam prejudicadas. Este ano, dei prioridade à publicação de Construir a terra, conquistar a vida, que eu estava devendo desde 2012. E aí o blog vai ficando por último. Tenho pensado em reestruturar e mudar tudo… mas é algo a ser estudado nas férias. De qualquer forma, gostaria de ter novidades para apresentar a vocês em 2016. Não se preocupem: eu aviso.
Uma coisa que quero fazer mais em 2016 é conversar com vocês. Às vezes me sinto jogando palavras ao vento porque poucos comentam, poucos me mandam e-mail. Isso também me desmotiva a escrever, porque fico com a impressão de que ninguém lê, então meu trabalho é em vão. Quero mudar isso.
Tudo isso será tarefa para as férias de janeiro. Então me perdoem se vocês vierem aqui e não encontrarem nada novo para ler. Significa que estou escrevendo, revisando, publicando – o grosso do trabalho do escritor.

Bom Natal, Bom Ano Novo, e agora a gente se encontra em 2016.

O GRANDE DIA!!

Hoje faz um ano que acabei de escrever De mãos dadas. Dei-lhe o ponto final, dividi os capítulos e lacrei-o numa caixa de arquivo. Ou seja, hoje é teoricamente o dia de abrir a caixa e reler a história fazendo a primeira avaliação. Sempre passo esse ano de espera ansiosa por este dia de rever meu filhote adormecido, e este ano não foi diferente. Em várias oportunidades, quase todos os dias, eu me lembrei de trechos, cenas e falas do livro. E o mais importante: passei esse ano sem botar os olhos no texto, revivendo-o só de memória (porque esquecer totalmente uma história que eu levei mais de dois anos para escrever seria quase impossível) e ansiando pela hora de poder reler.

Mas desta vez vou fazer algo diferente: não vou abrir a caixa e reler minha história hoje. Estou finalizando os preparativos do lançamento de Construir a terra, conquistar a vida, que já ficou bastante tempo relegada a segundo plano porque eu queria escrever De mãos dadas. Atrasei a publicação por não conseguir conciliar escrever um gigante e publicar outro. Então agora é hora de inverter as prioridades e dar a Construir a terra, conquistar a vida a importância que ela tem. Depois do lançamento (que será dia 18/11, no M&C Escola de Música), então escolho um final de semana ou um feriado para o prazer que será reler e avaliar De mãos dadas.

OPS!

Essa foi minha reação quando me lembrei de que hoje é dia de publicar aqui no blog. Logo pensei “tenho algum texto pronto ou começado?” A resposta naturalmente foi “não”. O sentimento seguinte foi de busca: sobre o que posso falar? Que temas eu gostaria de trabalhar? Não encontrei outra resposta que não fosse a história de Rodrigo. Estou, como sempre, fascinada pelas personagens, pelo desenrolar da trama. Essa história tem um diferencial a mais, pois, diferente dos últimos romances que escrevi, ambientados em locais distantes e épocas passadas, a história de Rodrigo se passa nos nossos dias, e no meu bairro. A escola em que eles estudam fica próxima à escola da minha filha; eu passo todos os dias por ruas por onde eles andam. Sei exatamente em que altura das ruas eles moram, em que prédios. Eles pegam os mesmos ônibus que eu; os pontos de referência deles são os mesmos que os meus. São personagens muito próximas de mim, inclusive territorialmente. Isso talvez esteja me causando um fascínio extra em relação a elas. A história também é singela, apaixonada, e eu acabo me envolvendo mais especialmente com as personagens. Também estou gostando muito de tratar da adolescência, do ambiente escolar, essa miniatura do mundo social onde podemos encontrar amizade de verdade, companheirismo, lealdade, mas também preconceito, segregação, incompreensão. E Rodrigo e Ângela estão soltos nesse mundo, enfrentando desafios pessoais e sociais, superando seus limites o tempo todo, e até lutando contra o mundo para viverem seu amor.
 
Antes de começar a escrever hoje, eu estava na página 95. Como julho e agosto têm 31 dias cada, faz 62 dias que comecei a escrever, o que me deixa com uma média de 1,5 páginas escritas por dia. Não que eu esteja escrevendo uma página e meia todo dia. Não. Em alguns dias, não consigo escrever nada; em outros, escrevo até quatro páginas. Essa média me deixa muito satisfeita, pois indica que não vou levar anos escrevendo esse primeiro livro. Já estou chegando à página 100 e ainda estou nos eventos do mês de abril (a história vai até novembro). Acredito que deve chegar a quase 400 páginas e, nesse ritmo, vou levar somente pouco mais de seis meses para terminar. Essa é uma previsão muito boa.

MISCELÂNEA

O problema de estar escrevendo um romance/novela é que não me sobra tempo para escrever os textos do blog. Então este texto será composto de apenas duas notícias.
Em primeiro lugar, a história de Rodrigo, meu encanto atual. Tenho escrito bastante e estou na página 80. Para o namoro começar de fato, falta só eles darem esse nome. A turma da escola já começou a se opor a Rodrigo, ainda sutilmente. A família de Ângela está desconfiada e a de Rodrigo nem imagina o que está acontecendo realmente. Para mim, o importante é que os dois adolescentes estão felizes juntos.
No início de agosto, um grupo com 11 escritores lançou um novo canal literário no Youtube. Chama-se APOLOGIA DAS LETRAS. Eu faço parte desse grupo e meu primeiro vídeo foi ao ar dia 20/8. Com livro para escrever e vídeo para gravar, não sobra mesmo tempo para escrever para o blog, né? Aos poucos eu vou me organizando e arranjando tempo para tudo. Para facilitar a busca de vocês, aqui vai o link para o canal e também o link para o meu vídeo. Não deixe de se inscrever. Temos também uma fan-page no Facebook

Não tenho outras novidades, nem tenho pensado em temas que não estejam diretamente relacionados à história de Rodrigo. Então, por ora, fico por aqui.

UM MÊS DEPOIS

Sim, já faz um mês que comecei a história de Rodrigo. Estou caminhando bem: 51 páginas (média de 1,7 páginas por dia) e a história, que começa no mês de fevereiro, já está no mês de março. Rodrigo já conheceu Ângela e está encantado com ela.
Quando eu comecei a escrever, estabeleci como meta escrever pelo menos uma página por dia – o que dobraria minha média histórica, que é de meia página ao dia. Fiz isso seguindo a sugestão de Stephen King, em “Sobre a escrita”. Ele também estabelece metas diárias e persiste na atividade até cumpri-la. É bem verdade que a meta dele (cerca de 10 páginas) é muito maior do que a minha mas esse é o trabalho dele, enquanto que eu preciso de um emprego que pague as minhas contas. Então a minha meta é muito inferior à dele mas, ao mesmo tempo, um desafio para mim. E estou conseguindo cumprir e até ultrapassar. Comecei a marcar a primeira letra escrita em cada dia e assim percebi que, enquanto que, em  alguns dias com mais atividades extra-escrita, eu só consigo escrever meia-página, nos dias em que posso dedicar um pouco mais de tempo à tarefa, tenho escrito até quatro páginas. Se, como Stephen King, eu tivesse três horas diárias exclusivamente para escrever, eu produziria bem mais do que as dez páginas da meta dele. Se, em meia hora, eu consigo escrever quatro páginas, em três horas eu escreveria pelo menos 20 páginas (sempre se perde algum tempo organizando as palavras). Quem sabe um dia eu consigo esse tempo?

No exato dia de hoje eu estou escrevendo uma cena longa, que é o primeiro encontro de Rodrigo e Ângela fora da escola, num sábado à tarde. A vontade de se considerarem namorados virá com o segundo encontro, no sábado seguinte. E então os problemas começarão: a família e os amigos não aceitarão que ele goste dela e expressarão isso com hostilidade. Como todo adolescente, Rodrigo precisa se sentir aceito por seu grupo social e o romance com Ângela o afasta desse objetivo. Como o encanto inicial sobreviverá a tanta adversidade? Quem sabe eu poderei contar isso no próximo mês.

CHEGOU A HORA

Segurei a vontade o quanto pude; contive a abstinência até onde fui capaz. Mas agora chega. Esse desejo é mais forte do que eu e eu vou ceder e me entregar a ele: hoje começo a escrever a história de Rodrigo (ainda sem título). Já elaborei tudo o que podia, já desenvolvi personagens, trama, cenas, falas, tudo o que era necessário. Para fazer a história se desenvolver mais, a partir de agora, só escrevendo. Então vou escrever.
Começo, como sempre, do começo, embora tenha visto em algum lugar que começar do começo é uma situação clichê. Não faz mal. Preciso desse tempo para apresentar as personagens, o cenário, a situação em seu momento de calma. Não é o tipo de história que dá pra começar já apresentando o conflito. Então começo do começo, com Rodrigo acordando e indo para a escola nova, no primeiro dia de aula, em fevereiro. Ângela só aparece depois do Carnaval – que eu ainda tenho que descobrir quando foi, naquele ano.
Ah, pois é, acabou virando romance histórico. Quando eu a inventei, era para acontecer no ano em que eu escrevesse. Mas depois que criei as duas sequências à história, acontecendo anos e anos depois, eu só tinha duas alternativas: fazer o livro 1 no presente e jogar o livro 3 para o futuro; ou fazer o livro 3 no presente e jogar o livro 1 para o passado. Escolhi a segunda opção. Então Rodrigo é adolescente mais ou menos em 2007 (preciso conferir essas contas), no primeiro livro. O segundo livro se passa em 2013 e o terceiro, em 2017, quando estarei justamente escrevendo-o.
Não será difícil recriar o ano de 2007. Nossa cultura não mudou tanto assim que eu precise de muita pesquisa para contextualização. O cuidado maior será quanto às questões de tecnologia, que me parece ser a área em que estão as maiores diferenças.

Estou muito feliz com a perspectiva de trazer Rodrigo e Ângela à vida, de fato, escritos em papel. Depois eu conto pra vocês como está ficando.

RELACIONAMENTO

Estou num momento interessante de meu relacionamento com Toni. A história está guardada, lacrada numa caixa de arquivo e meu compromisso é só reler depois de 1/11/2015 (um ano depois que acabei de escrever). Mas, se posso evitar ler, é claro que não posso evitar lembrar. Então, volta e meia me pego revendo cenas que fiz, lembrando de gestos e falas, e sentindo saudades das personagens com quem convivi por três anos e cinco meses: Luigi, Raquel, Ricardo, Letícia, Dona Luizinha, Rosa e, naturalmente, Toni.

Tenho muita satisfação em lembrar. Fico com a sensação de que fiz direito, de que o texto realmente ficou bom. E o melhor é a certeza de que a saudade vai ter fim. E que, depois de 1/11/2015, eu poderei ler tudo sempre que quiser.

O FIM, ENFIM

Foi no dia 1/11/2014 que eu terminei de escrever De mãos dadas. Foram ao todo três anos e cinco meses de dedicação para escrever 787 páginas numeradas, que totalizam 810 páginas, em LXIII capítulos. Cabe uma explicação: essa diferença entre número de páginas numeradas e número de páginas total acontece porque enxertos não têm numeração de página. Um enxerto colocado, por exemplo, na página 20 é a página 20*. Se for um enxerto muito longo, a contagem fica 20*p.1, 20*p.2, 20*p.3, etc – ou 20a, 20b, 20c, etc, sem que se altere a numeração das páginas seguintes (21, 22, …) Então, no final, um texto com 50 páginas numeradas mais três páginas de enxerto tem, na verdade, 53 páginas, sendo que três não estão na sequência da numeração. No fim, a numeração oficial é 810: é a que eu considero para todas as minhas tabelas e cálculos.
O resultado foi bastante inesperado. Quando eu comecei a escrever, achava que em um ano e 200 páginas eu resolvia toda a história. Que ilusão! O projeto era grandioso demais e eu não percebi. Eu só me dei conta de que tinha perdido o controle quando percebi que precisei de 40 páginas para contar como Toni passou pela Revolução Paulista de 1924. Eu já estava na página 284! E foi quando eu percebi que estava lidando com um novo “gigantinho”, alguém para dar o braço a Construir a terra, conquistar a vida em tamanho e em tempo de escrita. Isso eu acertei: De mãos dadas é a segunda história em tamanho e em tempo de escrita, ficando atrás apenas de Construir a terra, conquistar a vida, com 895 páginas e 6 anos. No final, os números são os seguintes:
– data inicial: 1/6/2011
– data final: 1/11/2014
– tempo total: 1249 dias (3 anos e 5 meses)
– número de páginas numeradas: 787
– número de páginas total: 810
– número de páginas por dia: 0,6
De outro lado, um dado fundamental que não dá pra medir em números: satisfação imensa de ter passado três anos e cinco meses participando da vida de Toni, assistindo as dificuldades e conquistas do rapaz ambicioso que, aos 13 anos, decidiu mudar seu destino.
Toni agora ficará um ano fechado dentro de uma caixa, esperando eu esquecer o que escrevi, para poder ler com olhos mais isentos, com “olhar de leitor”. Essa será a primeira avaliação, e só depois dela – se Toni passar, é claro – é que vou inclui-lo na fila de publicação, e começar a pensar em digitação.
Foi uma experiência bastante interessante vir aqui no blog regularmente compartilhar com vocês minha caminhada durante a construção da história. Foram postagens com notícias do andamento da trama, problemas que tive, soluções que encontrei, análises e reflexões. Vocês puderam acompanhar quase em tempo real o processo de construção de um romance. Pensar sobre o que estou escrevendo – no momento em que estou escrevendo – me ajuda a tomar consciência do meu processo de criação e essa é uma forma de valorizar os aspectos positivos e tentar eliminar os fatores que me bloqueiam e atrasam. Espero que vocês também tenham apreciado trilhar esse caminho junto comigo. É algo que eu pretendo fazer sempre que estiver escrevendo um livro – e meu próximo projeto é a história de Rodrigo, ainda sem título.

Livro acabado, página virada, passamos ao próximo. Toni agora só no final do ano.

CONTAGEM REGRESSIVA

Estou a um mês do final da escrita de De mãos dadas. Não que a história esteja no fim, mas resolvi tentar acabar no mesmo dia que comecei: 1/6. Interessante que foi o que aconteceu também com Construir a terra, conquistar a vida, que comecei e terminei em 22/5, com seis anos de intervalo entre o início e o final. Desta vez, serão três anos, e a mesma grande quantidade de páginas. Não falta escrever muita coisa. Estou em setembro de 1927, terminando uma série de cenas importantes e demoradas. Depois dou uma corrida e me detenho em acontecimentos importantes no mês de dezembro e janeiro. Depois outra corrida até maio ou junho, ainda não decidi, quando acontecerá a cena final. Acho que consigo fazer o que falta nesse último mês. Mas, para isso, tive que parar com minhas leituras, e com todas as outras atividades: reduzi tempo de internet, interrompi a diagramação de Construir a terra, conquistar a vida, parei de fazer textos para o blog – vocês devem ter percebido que quase não publiquei em abril, e também não vou publicar mais nada este mês de maio. Agora Toni é a prioridade e todo tempo que eu tiver é para terminá-lo. Preciso aumentar minha quantidade de páginas por dia, porque a um ritmo de meia página por dia eu não vou alcançar a meta de acabar na data programada.

Bem, então volto aqui em 1/6 para dar notícias. Até lá.