ONDE ESTÃO OS CONTOS?

Pois é, percebi que algumas vezes eu citei aqui alguns contos (História do mundo, À procura) mas eles não estão listados nem especificados em lugar nenhum, só aparecendo no Blog de Apoio. Então resolvi inaugurar uma lista com os contos [editado: aqui no site não há listas, então procure pelos contos nas TAGS], que passa a figurar após a lista de Romances na fila de publicação, e fazer este texto explicando porque meu aparente descaso por eles.

Já comentei neste blog que não me preocupo com a forma a priori, e chamo todas as minhas narrativas pelo nome genérico de história. Então meu critério mais forte para determinar se uma história é conto ou romance acaba sendo o número de páginas, em vez de ser a estrutura em si (o que é errado). Se o conflito é rapidamente resolvido, a história é um conto; se demora mais, é romance. O reduzido número de personagens, a restrição de tempo e espaço, a linearidade da trama acabam sendo uma consequência do reduzido número de páginas, em vez de ser seu determinante.
 
Na única vez que submeti meus contos à analise de um contista profissional, ouvi críticas que poderiam ter me desestimulado. Mas, como ele viu qualidades nos capítulos dos meus romances que leu, eu perguntei a ele “então você acha melhor eu parar de fazer contos e ficar escrevendo só romances?” Com um sorriso meio sem jeito, meio “graças a Deus você entendeu rápido”, ele concordou. Desde então, não fiz mais contos, nem pretendo mais fazê-los. Dois deles, inclusive (História do mundo À procura), eu quero ver se consigo desenvolver mais e transformar em romances. Os outros poucos sobreviventes, vou publicar num volume junto com duas pequenas cenas e alguns textos em prosa que escrevi e que, por não terem personagens estruturados, nem uma trama definida, mas serem divagações em forma de ficção narrativa, eu considerava poesia em prosa.
 
Textos curtos têm necessariamente que ser brilhantes todo o tempo. Não há espaço para erros. Um romance não precisa ser todo excelente, é possível se manter a qualidade apesar de alguns erros. Talvez por isso eu não sirva para ser contista. Desde que me mostraram que não sei fazer bons contos, mas meus romances se salvam, está sendo mais fácil focar no que eu sei fazer melhor e me aprimorar nisso. Assim como foi um pouco frustrante descobrir que não sou contista, e que o mundo agradecerá se eu parar de fazer contos, foi importante saber que meu caminho é o romance, e é onde devo investir e buscar aperfeiçoamento.
Posted on: 11 de novembro de 2009Mônica Cadorin

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