Construir a terra conquistar a vida

FIM DE ANO

Tem sido difícil manter o blog atualizado, e vocês certamente estão percebendo isso. É difícil escrever um livro (a história de Rodrigo), revisar outro (De mãos dadas), publicar e lançar um terceiro (Construir a terra, conquistar a vida), produzir vídeos para o canal Apologia das Letras e ainda trabalhar no Iphan e cuidar da minha família. Ah, e escrever textos para o blog e alimentar a fan-page do Facebook. É muita coisa e, como não posso abrir mão de comer, dormir, ir ao Iphan e cuidar da família, as atividades literárias é que ficam prejudicadas. Este ano, dei prioridade à publicação de Construir a terra, conquistar a vida, que eu estava devendo desde 2012. E aí o blog vai ficando por último. Tenho pensado em reestruturar e mudar tudo… mas é algo a ser estudado nas férias. De qualquer forma, gostaria de ter novidades para apresentar a vocês em 2016. Não se preocupem: eu aviso.
Uma coisa que quero fazer mais em 2016 é conversar com vocês. Às vezes me sinto jogando palavras ao vento porque poucos comentam, poucos me mandam e-mail. Isso também me desmotiva a escrever, porque fico com a impressão de que ninguém lê, então meu trabalho é em vão. Quero mudar isso.
Tudo isso será tarefa para as férias de janeiro. Então me perdoem se vocês vierem aqui e não encontrarem nada novo para ler. Significa que estou escrevendo, revisando, publicando – o grosso do trabalho do escritor.

Bom Natal, Bom Ano Novo, e agora a gente se encontra em 2016.

LANÇAMENTO DE “CONSTRUIR A TERRA, CONQUISTAR A VIDA”

Já aconteceu! Foi uma tarde muito especial, em que consegui reunir muitos amigos, vindos de lugares diferentes: do trabalho, do Pilates, da natação da filha, amigos de longa data, amigos por parte de marido, por parte de mãe. Foi um encontro muito rico e divertido, e todo mundo saiu de lá com algum livro na mão. Tive oportunidade de falar um pouco sobre o que é a história do livro, e falei também sobre meus outros romances. Conversar sobre esses meus “filhos” é sempre uma alegria.

Bem, ainda tenho livros impressos, que podem ser pedidos pessoalmente ou aqui mesmo no site. Deixo aqui para vocês, o link para as fotos do eventoE espero ver todo mundo novamente no próximo!

 

CONSTRUIR A TERRA, CONQUISTAR A VIDA – AS CAPAS

Algumas pessoas me perguntaram o que significam os objetos extras nas capas de cada um dos tomos do livro; se há alguma ligação com o momento da história. Sim, há. O critério de divisão dos tomos foi o quantitativo de páginas, de forma que todos os três tivessem mais ou menos o mesmo número de páginas. Mesmo assim, em cada tomo, há predominância de certo tipo de evento, por conta do desenvolvimento da cidade e da fase das vidas das personagens principais. 
No primeiro tomo, predominam as lutas pela conquista da cidade, e os esforços com a construção de uma estrutura básica que mantivesse as pessoas morando no local. A conquista da cidade foi feita à base de força militar, representada pela espada presente na capa. 
No segundo tomo, a cidade está construída – e as famílias também – e é época de consolidar o poderio sobre a região e criar os filhos. Os dias das grandes batalhas se passaram, e as personagens podem trabalhar e aproveitar a vida em passeios e festas. Os mais velhos passam para os mais novos as tradições de histórias, músicas e danças e é o que o alaúde representa. 
No terceiro tomo, temos uma cidade que não sofre mais tantas ameaças e que começa a expandir e se firmar como um centro importante. Os filhos decidem seus destinos e a vida prossegue, no único caminho possível. O símbolo dessa fase são as três flechas de São Sebastião, que por muito tempo fizeram parte do escudo do Rio de Janeiro, nessa mesma disposição.
Venha conhecer Duarte Correia e o Rio de Janeiro do século XVI, dia 18/11, na M&C Escola de Música.

O GRANDE DIA!!

Hoje faz um ano que acabei de escrever De mãos dadas. Dei-lhe o ponto final, dividi os capítulos e lacrei-o numa caixa de arquivo. Ou seja, hoje é teoricamente o dia de abrir a caixa e reler a história fazendo a primeira avaliação. Sempre passo esse ano de espera ansiosa por este dia de rever meu filhote adormecido, e este ano não foi diferente. Em várias oportunidades, quase todos os dias, eu me lembrei de trechos, cenas e falas do livro. E o mais importante: passei esse ano sem botar os olhos no texto, revivendo-o só de memória (porque esquecer totalmente uma história que eu levei mais de dois anos para escrever seria quase impossível) e ansiando pela hora de poder reler.

Mas desta vez vou fazer algo diferente: não vou abrir a caixa e reler minha história hoje. Estou finalizando os preparativos do lançamento de Construir a terra, conquistar a vida, que já ficou bastante tempo relegada a segundo plano porque eu queria escrever De mãos dadas. Atrasei a publicação por não conseguir conciliar escrever um gigante e publicar outro. Então agora é hora de inverter as prioridades e dar a Construir a terra, conquistar a vida a importância que ela tem. Depois do lançamento (que será dia 18/11, no M&C Escola de Música), então escolho um final de semana ou um feriado para o prazer que será reler e avaliar De mãos dadas.

AULA DE TÉCNICA HISTÓRICA

Aprendi a fazer romance histórico com o livro Scaramouche, de Rafael Sabatini. Faz quase trinta anos que li (e ando morrendo de vontade de reler) e ainda lembro da primeira frase, que sintetiza o caráter do protagonista, André Louis Moreau: “Nascera com o dom de rir e a ideia de que a humanidade é louca” – ou algo parecido.
O livro foi escrito em 1921 e ambientado durante a Revolução Francesa (1789-1793) e esse lapso temporal entre a época de escrita e a época da ação é fundamental para a conceituação de um romance como histórico. Sabatini foi brilhante ao intrincar sua história fictícia aos eventos históricos que derrubaram a monarquia na França. André Moreau participa dos acontecimentos, encontra as pessoas reais e interage com elas. Não interessa muito se as pessoas fizeram aqueles gestos ou falaram aquelas palavras: Sabatini criou dentro das características dessas pessoas conforme registrado pelos estudiosos, então elas são totalmente reais, verossímeis.
Embora eu me considere uma boa aluna, essa construção interligando realidade e ficção não é fácil de fazer. Eu comecei a tentar fazê-la nos meus romances em 1991 (já com seis anos de prática de escrita), no romance Uma antiga história de amor no Largo do Machado mas só consegui fazer que minhas personagens andassem por uma cidade real com pontos de referência existentes. O marco importante é Construir a terra, conquistar a vida (1996), em que minhas personagens participam ativamente dos eventos da história da cidade e interagem com pessoas que existiram de verdade. Mas ainda não era o intrincamento que eu consegui fazer em De mãos dadas (2009). Toni não apenas participa dos eventos mas também é arrastado por eles, como num turbilhão incontrolável. Diferente de Duarte, que constrói os eventos com seus concidadãos, Toni é vítima dos acontecimentos. Duarte esforça-se para participar da História, enquanto Toni quer escapar dela para apenas trabalhar e viver em paz.

Acho que agora aprendi realmente a lição do mestre Sabatini. Mas não sei quando terei oportunidade de praticar novamente, pois a história de Rodrigo, que estou escrevendo agora, não pede esse tipo de estrutura histórica, nem a história que pretendo escrever em seguida, que vou chamando de Amnésia até dar-lhe um título. Mas, quando eu tiver uma outra trama histórica para escrever (e isso não quer dizer ambientar a história no passado), eu já sei que ferramentas usar para interligar ficção e realidade. Obrigada duas vezes, Rafael Sabatini: pela experiência prazerosa que tive ao ler Scaramouche, e pela aula de como fazer um romance histórico.

INFLUÊNCIAS – PARTE 2

Muitas vezes, identifico nos meus textos algumas características que são influências recebidas de livros que eu li e de filmes que eu vi. Tenho escrito alguns textos sobre isso (Influências, Releituras, Amor à primeira vista, Amor desde sempre). Mas ultimamente tenho pensado muito em um livro que eu não li inteiro mas que, mesmo assim, me influencia muito, especialmente na composição das personagens. É o livro A filha do diretor do circo, da Baronesa Ferdinande Maria Theresia Freiin von Brackel. O livro foi escrito em 1875 e minha mãe tem provavelmente a edição de 1913, com capa de tecido marrom.
Há duas questões a esclarecer. A primeira delas é porque eu não o li até o final. A segunda é de que forma esse livro me influencia. Antes de tudo, preciso dizer que eu gosto dessa literatura do século XIX. Apeguei-me à literatura – para ler e para escrever – com os clássicos (e alguns não tão clássicos) do romantismo do século XIX. O tipo de escrita e a linguagem me são familiares e eu aprecio a forma dramática como as coisas acontecem. Em outras palavras, eu estava adorando a história. Apaixonei-me pelo amor de Nora e Kurt – tanto que dei ao Conde Legrant o nome de Curt em homenagem ao Conde Curt Deghental (eu achava que se escrevia com C. Recentemente fui conferir e vi que é com K). É uma típica história de abismo social, em que um membro da nobreza (Conde Deghental) se apaixona por uma plebéia (Nora Carstens, a filha do diretor do circo) e eles precisam enfrentar a pressão das famílias e da sociedade para poderem ficar juntos. Bem, esse é um tema que me acompanha desde aquela “primeira história adulta”, criada ainda na pré-história da minha carreira, e que depois eu escrevi com o nome de Petrópolis (1986) e que mais recentemente eu retomei e se tornou Não é cor-de-rosa (2005). Essa já é a primeira influência: a temática recorrente, que também aparece em Luz dos meus olhos, Tudo que o dinheiro pode comprar, Construir a terra conquistar a vida (com algumas personagens), e até na história de Rodrigo, por um prisma diferenciado.
Então eu estava lendo e adorando até o ponto em que alguém sugere que eles fiquem separados por um ano, para testarem a constância de seu amor. Embora receosos, eles aceitam e aí a minha curiosidade me levou à última página do livro: eu precisava saber se o amor que eu achava tão lindo era também constante e manteria o casal unido até o fim. E foi quando eu descobri que… o livro da minha mãe está incompleto. Falta o último caderno inteiro, o que deve dar mais ou menos 64 páginas. Ou seja, eu nunca saberia se eles ficaram juntos ou não. Então eu parei de ler ali mesmo, naquele momento, naquele ponto de extrema tensão (é possível que o marcador ainda esteja em algum lugar entre as páginas). E, na minha paixão adolescente, eu desejei intensamente que o amor deles passasse nessa prova de constância, e eles chegassem vitoriosamente juntos ao final do livro. Esse sentimento moldou o temperamento de todos os meus apaixonados, desde Alex e Cathy (1982) até Rodrigo e Ângela (2015). Meus amores são constantes e resistem à separação e a qualquer prova que a vida exija deles, o final que eu espero que a Baronesa tenha dado a meus queridos Nora e Kurt.
Então, mesmo sem ter chegado ao final do livro – não por culpa da história, nem minha – A filha do diretor do circo me marcou profundamente e me influencia fortemente durante toda a carreira.

Se eu tenho curiosidade de saber o final da história? É claro que sim!! É uma curiosidade que dura cerca de 30 anos. Infelizmente é um livro com edições esgotadas e raro de se encontrar entre os livros usados, o que faz com que seu preço seja bastante elevado. Mas continuo procurando e, um dia, acabo de ler esse livro, para ver se a Baronesa von Brackel pensava como eu e fez o amor vencer no final.

INFLUÊNCIAS

Quando se pergunta a um escritor que autores e obras o influenciaram, a resposta em geral fala dos autores imortais e das obras clássicas: Fiodor Dostoievsky, Émile Zola, Charles Dickens, Joaquim Maria Machado de Assim, Jane Austen, Leon Tolstoi, Jorge Amado, Stendhal, Gustave Flaubert, Alexandre Dumas, entre tantos outros medalhões que são exemplo de como se escrever bem. Eu tenho alguns desses na minha lista também mas tenho que reconhecer que sou muito influenciada, especialmente em termos de caracterização das personagens e construção da dramaticidade das cenas, por uma obra que não é exatamente literária, mas televisiva: Jornada nas Estrelas – a série clássica, estrelada por atores que, infelizmente vêm nos deixando, um por um. Jornada nas Estrelas declaradamente buscou muitas de suas referências na obra de Shakespeare, então ouso dizer que, indiretamente, Shakespeare é uma influência importante na minha obra. E então eu me lembro do curto encontro que tive com o escritor e acadêmico Antônio Olinto, quando mostrei a ele Construir a terra, conquistar a vida. Numa olhada rápida, ele identificou a quantidade de diálogos existentes no texto e disse algo que ficou marcado na minha memória: “o grande mestre dos diálogos é Shakespeare”. Conheço Shakespeare apenas de filmes, peças e óperas, ainda não li nenhum dos textos dele. Mas fico pensando: meus diálogos (a quantidade e o uso que faço deles) serão influência de Shakespeare, recebida pelos filmes sobre as obras dele e também por Jornada nas Estrelas? Se a resposta for “não”, permanece a questão de de onde eu tiro tantos diálogos. E, se a resposta for “sim”, fico honrada de beber de uma fonte tão rica e valiosa.

APENAS SEIS ANOS

Mais um aniversário do blog. Faz seis anos que eu comecei a me aventurar nesse território da publicação virtual, trazendo para meus leitores curiosidades sobre meus livros, reflexões sobre meu método de criação e novidades várias sobre o livro que estou escrevendo no momento. Tem sido uma experiência interessante, embora muitas vezes me pareça que estou aqui conversando com as paredes, pois meus textos são vistos, mas pouco comentados. A sorte é que eu sou teimosa e prossigo de qualquer jeito, atolada na lama até os joelhos ou remando contra a maré. Não importa, eu estarei aqui, jogando minhas palavras ao vento (clichê!) na esperança de que alcancem alguém.
 
Não é fácil ter assunto para seis anos de textos. Como são três por mês, são 36 textos por ano. Em alguns anos, publiquei a mais; em alguns anos, publiquei a menos, então não basta multiplicar 36 por 6 para saber quantos textos estão publicados aqui. A conta vem a ser mais complexa.
 
Cheguei a pensar em começar hoje meu novo livro (a história de Rodrigo, ainda sem título) mas isso seria assumir um compromisso que eu não daria conta de cumprir da forma como gosto: escrever sem parar. Como ainda estou cuidando da publicação de Construir a terra, conquistar a vida, não quero desviar minha atenção com uma atividade muito mais absorvente como é o processo de criação e escrita. Então deixo para começar depois. Não tenho pressa.
 
Feliz aniversário do blog para mim que escrevo e para vocês que leem. 

VIDA E MORTE

Acusam-me de matar muitas personagens em minhas histórias mas minha mania de tabelas tem outra opinião. Na verdade, em minhas histórias nasce muita gente. Se são 72 mortes em 59 histórias (conto apenas as que eu escrevi até o fim) – média de 1,22 mortes por história – são 66 nascimentos nas mesmas 59 histórias – média de 1,18 nascimentos por história. 
 
Há apenas oito histórias com três ou mais mortes: Juliana (4 mortes), Viagem sem volta (3 mortes), Mosteiro (4 mortes), O maior de todos (12 mortes, mas há que se considerar o período da Peste Negra e a trama de golpe de estado), Primeiro a honra (3 mortes), Vingança (8 mortes, mas há que se considerar que é uma história de vingança), O canhoto (4 mortes, como em Mosteiro), De mãos dadas (6 mortes, sem esquecer de considerar a Gripe Espanhola, que matou mais do que eu), totalizando 44 mortes só aqui.
 
Do outro lado, são cinco histórias com mais de três nascimentos: Juliana (4 nascimentos), Idade média (5 nascimentos), Tudo que o dinheiro pode comprar (4 nascimentos), Construir a terra, conquistar a vida (17 nascimentos), De mãos dadas (22 nascimentos), totalizando 52 nascimentos só aqui.
 
Percebe-se também que quanto maior o número de páginas, maior o número de nascimentos e menor o número de mortes: Construir a terra, conquistar a vida tem 895 páginas manuscritas, 2 mortes e 17 nascimentos; De mãos dadas tem 810 páginas manuscritas, 6 mortes e 22 nascimentos. Então, se há nascimentos como há mortes (para não falar na quantidade de personagens que nem nascem nem morrem durante as histórias), na verdade o que há em minhas histórias é um retrato mais ou menos real do que é a vida: pessoas nascem, vivem e morrem. Sem cobranças, sem culpas.
 

FINALMENTE VAI NASCER EDUARDO

Quem será essa personagem que merece ter seu nascimento anunciado? É o filho de Rodrigo, o protagonista de meu próximo romance. Estou numa fase de organizar as informações e a estrutura da história e uma das questões a definir é o nome das personagens. Pensei em chamá-lo de Lucas ou de Tiago mas alguma coisa me dizia que esses nomes não seriam bons. Em vez de ficar quebrando a cabeça para resolver um problema, gosto de deixar o inconsciente aflorar para que ele resolva. Então parei de pensar em que nome daria ao menino. De repente, do nada (assim chamamos quando o inconsciente passa alguma informação à consciência), eu me lembrei que devo seguir uma tradição que criei, senão ela deixará de ser tradição.
Já expliquei essa tradição em outro texto mas vou repetir o princípio básico aqui: filhos de protagonistas nascidos durante a história recebem o nome do último protagonista que teve filhos. Até hoje, só fiz isso para os meninos. Hora de pesquisar como anda o nascimento de meninas… A tradição começou com Miguel Vasconcelos de Araújo, que foi pai de Ricardo, como Ricardo de Almeida. Depois Duarte Correia foi pai de Miguel. E depois disso (2002), nenhum outro protagonista teve filhos. Agora, finalmente, Rodrigo terá um filho. Não vou contar seu nascimento porque ele nasce no tempo entre o livro 2 e o livro 3. Mas é uma criança que nasce enquanto estou contando uma história, uma vez que a história de Rodrigo é um conjunto de três livros. Então, se o protagonista tem um filho, ele deve ter o nome do protagonista anterior. Não cabe, nos dias de hoje, em pleno Rio de Janeiro (época e local da história de Rodrigo), chamar uma criança de Duarte – essa forma do nome caiu em desuso por aqui (embora continue sendo usada em Portugal). Então vamos modernizar e abrasileirar Duarte e vê-lo transformar-se em Eduardo.
É uma alegria dar continuidade a uma tradição que é só minha e que, portanto, precisa de mim para continuar existindo. E o problema de que nome dar ao garoto foi facilmente resolvido: o filho de Rodrigo se chamará Eduardo. Assim também já fica decidido que, depois de Eduardo, o próximo menino que nascer se chamará Rodrigo.