Procedimentos

O GRANDE DIA!!

Hoje faz um ano que acabei de escrever De mãos dadas. Dei-lhe o ponto final, dividi os capítulos e lacrei-o numa caixa de arquivo. Ou seja, hoje é teoricamente o dia de abrir a caixa e reler a história fazendo a primeira avaliação. Sempre passo esse ano de espera ansiosa por este dia de rever meu filhote adormecido, e este ano não foi diferente. Em várias oportunidades, quase todos os dias, eu me lembrei de trechos, cenas e falas do livro. E o mais importante: passei esse ano sem botar os olhos no texto, revivendo-o só de memória (porque esquecer totalmente uma história que eu levei mais de dois anos para escrever seria quase impossível) e ansiando pela hora de poder reler.

Mas desta vez vou fazer algo diferente: não vou abrir a caixa e reler minha história hoje. Estou finalizando os preparativos do lançamento de Construir a terra, conquistar a vida, que já ficou bastante tempo relegada a segundo plano porque eu queria escrever De mãos dadas. Atrasei a publicação por não conseguir conciliar escrever um gigante e publicar outro. Então agora é hora de inverter as prioridades e dar a Construir a terra, conquistar a vida a importância que ela tem. Depois do lançamento (que será dia 18/11, no M&C Escola de Música), então escolho um final de semana ou um feriado para o prazer que será reler e avaliar De mãos dadas.

RELACIONAMENTO

Estou num momento interessante de meu relacionamento com Toni. A história está guardada, lacrada numa caixa de arquivo e meu compromisso é só reler depois de 1/11/2015 (um ano depois que acabei de escrever). Mas, se posso evitar ler, é claro que não posso evitar lembrar. Então, volta e meia me pego revendo cenas que fiz, lembrando de gestos e falas, e sentindo saudades das personagens com quem convivi por três anos e cinco meses: Luigi, Raquel, Ricardo, Letícia, Dona Luizinha, Rosa e, naturalmente, Toni.

Tenho muita satisfação em lembrar. Fico com a sensação de que fiz direito, de que o texto realmente ficou bom. E o melhor é a certeza de que a saudade vai ter fim. E que, depois de 1/11/2015, eu poderei ler tudo sempre que quiser.

FINALMENTE VAI NASCER EDUARDO

Quem será essa personagem que merece ter seu nascimento anunciado? É o filho de Rodrigo, o protagonista de meu próximo romance. Estou numa fase de organizar as informações e a estrutura da história e uma das questões a definir é o nome das personagens. Pensei em chamá-lo de Lucas ou de Tiago mas alguma coisa me dizia que esses nomes não seriam bons. Em vez de ficar quebrando a cabeça para resolver um problema, gosto de deixar o inconsciente aflorar para que ele resolva. Então parei de pensar em que nome daria ao menino. De repente, do nada (assim chamamos quando o inconsciente passa alguma informação à consciência), eu me lembrei que devo seguir uma tradição que criei, senão ela deixará de ser tradição.
Já expliquei essa tradição em outro texto mas vou repetir o princípio básico aqui: filhos de protagonistas nascidos durante a história recebem o nome do último protagonista que teve filhos. Até hoje, só fiz isso para os meninos. Hora de pesquisar como anda o nascimento de meninas… A tradição começou com Miguel Vasconcelos de Araújo, que foi pai de Ricardo, como Ricardo de Almeida. Depois Duarte Correia foi pai de Miguel. E depois disso (2002), nenhum outro protagonista teve filhos. Agora, finalmente, Rodrigo terá um filho. Não vou contar seu nascimento porque ele nasce no tempo entre o livro 2 e o livro 3. Mas é uma criança que nasce enquanto estou contando uma história, uma vez que a história de Rodrigo é um conjunto de três livros. Então, se o protagonista tem um filho, ele deve ter o nome do protagonista anterior. Não cabe, nos dias de hoje, em pleno Rio de Janeiro (época e local da história de Rodrigo), chamar uma criança de Duarte – essa forma do nome caiu em desuso por aqui (embora continue sendo usada em Portugal). Então vamos modernizar e abrasileirar Duarte e vê-lo transformar-se em Eduardo.
É uma alegria dar continuidade a uma tradição que é só minha e que, portanto, precisa de mim para continuar existindo. E o problema de que nome dar ao garoto foi facilmente resolvido: o filho de Rodrigo se chamará Eduardo. Assim também já fica decidido que, depois de Eduardo, o próximo menino que nascer se chamará Rodrigo.

O FIM, ENFIM

Foi no dia 1/11/2014 que eu terminei de escrever De mãos dadas. Foram ao todo três anos e cinco meses de dedicação para escrever 787 páginas numeradas, que totalizam 810 páginas, em LXIII capítulos. Cabe uma explicação: essa diferença entre número de páginas numeradas e número de páginas total acontece porque enxertos não têm numeração de página. Um enxerto colocado, por exemplo, na página 20 é a página 20*. Se for um enxerto muito longo, a contagem fica 20*p.1, 20*p.2, 20*p.3, etc – ou 20a, 20b, 20c, etc, sem que se altere a numeração das páginas seguintes (21, 22, …) Então, no final, um texto com 50 páginas numeradas mais três páginas de enxerto tem, na verdade, 53 páginas, sendo que três não estão na sequência da numeração. No fim, a numeração oficial é 810: é a que eu considero para todas as minhas tabelas e cálculos.
O resultado foi bastante inesperado. Quando eu comecei a escrever, achava que em um ano e 200 páginas eu resolvia toda a história. Que ilusão! O projeto era grandioso demais e eu não percebi. Eu só me dei conta de que tinha perdido o controle quando percebi que precisei de 40 páginas para contar como Toni passou pela Revolução Paulista de 1924. Eu já estava na página 284! E foi quando eu percebi que estava lidando com um novo “gigantinho”, alguém para dar o braço a Construir a terra, conquistar a vida em tamanho e em tempo de escrita. Isso eu acertei: De mãos dadas é a segunda história em tamanho e em tempo de escrita, ficando atrás apenas de Construir a terra, conquistar a vida, com 895 páginas e 6 anos. No final, os números são os seguintes:
– data inicial: 1/6/2011
– data final: 1/11/2014
– tempo total: 1249 dias (3 anos e 5 meses)
– número de páginas numeradas: 787
– número de páginas total: 810
– número de páginas por dia: 0,6
De outro lado, um dado fundamental que não dá pra medir em números: satisfação imensa de ter passado três anos e cinco meses participando da vida de Toni, assistindo as dificuldades e conquistas do rapaz ambicioso que, aos 13 anos, decidiu mudar seu destino.
Toni agora ficará um ano fechado dentro de uma caixa, esperando eu esquecer o que escrevi, para poder ler com olhos mais isentos, com “olhar de leitor”. Essa será a primeira avaliação, e só depois dela – se Toni passar, é claro – é que vou inclui-lo na fila de publicação, e começar a pensar em digitação.
Foi uma experiência bastante interessante vir aqui no blog regularmente compartilhar com vocês minha caminhada durante a construção da história. Foram postagens com notícias do andamento da trama, problemas que tive, soluções que encontrei, análises e reflexões. Vocês puderam acompanhar quase em tempo real o processo de construção de um romance. Pensar sobre o que estou escrevendo – no momento em que estou escrevendo – me ajuda a tomar consciência do meu processo de criação e essa é uma forma de valorizar os aspectos positivos e tentar eliminar os fatores que me bloqueiam e atrasam. Espero que vocês também tenham apreciado trilhar esse caminho junto comigo. É algo que eu pretendo fazer sempre que estiver escrevendo um livro – e meu próximo projeto é a história de Rodrigo, ainda sem título.

Livro acabado, página virada, passamos ao próximo. Toni agora só no final do ano.

VOLTA AO BLOG

Eis que começa o ano de 2015. O blog esteve desativado desde setembro, porque eu não estava conseguindo dar conta de todos os meus compromissos – afinal, eu tenho muitas vidas além da literatura. Mesmo na literatura, escrever romances é mais importante do que escrever textos para o blog então, na hora de escolher, sacrifiquei o blog.
Pode parecer que é mais fácil escrever para o blog do que escrever romances, mas apenas no quesito “tamanho do texto”. Os textos que publico aqui passam pelo mesmo processo de elaboração que uso para escrever meus romances: criação, estruturação, planejamento, redação, releituras, revisões, reescritas, avaliações; e ele precisa ficar de lado uns cinco dias antes da última avaliação para finalmente ser publicado. Seria inconsequente de minha parte simplesmente abrir a página do blog, digitar o que me vem à cabeça no momento e apertar o botão “publicar”. Imagino que para muitos blogueiros o procedimento seja esse mas eu faço as coisas conforme as minhas limitações e tenho consciência de que meu primeiro rascunho definitivamente não é um texto finalizado. Não invejo quem escreve e logo publica: cada um tem seu processo e capacidades próprias. E, se eu não tenho talento para escrever um texto muito bom logo de primeira, ao menos tenho talento para melhorá-lo durante o processo que termina com a publicação.
Durante esses três meses em que fiquei sem o compromisso de tentar publicar alguma coisa aqui, pude organizar as atividades do blog para este ano. Ajudou muito ter acabado de escrever De mãos dadas (assunto do texto do dia 11/1), que liberou meu tempo de escrita para a produção de textos para publicar aqui.
Este ano vou aplicar ao blog e à página no Facebook algumas sugestões que colhi em textos de marketing. Espero, desta forma, divulgar melhor meus livros. Então, este ano teremos promoções exclusivas, e-books, descontos nos livros impressos. Mas só para quem realmente me seguir de perto. As promoções e novidades serão para meus seguidores do Facebook (siga-me aqui) e para e-mails cadastrados (cadastre-se aqui). Assim, continuo com meu sistema de três publicações mensais no blog, e consigo fazer as ações de marketing. Uma coisa não vai interferir na outra.
Este ano finalmente vou mesmo lançar Construir a terra, conquistar a vida, em e-book e livro impresso. Assim que tiver data, eu aviso a vocês.
Então a agenda para este ano ficará assim:
Dias 1, 11 e 21 – publicação no blog
Dia 10 – lançamento de e-book e promoção de livros impressos (aviso por e-mail e Facebook)
 
E Feliz Ano Novo para todos nós!!

FERRAMENTA

Alguém consegue imaginar um cirurgião – recém-formado que seja – declarando que gosta muito do que faz mas que não sabe usar muito bem um bisturi? Como confiar num dentista que comete grandes erros com a broca? Quem encomendaria a confecção de um armário a um marceneiro que se atrapalha para usar a serra? O mínimo que se espera de um profissional é que saiba utilizar suas ferramentas de trabalho. O bisturi é ferramenta do cirurgião; a broca é ferramenta do dentista; a serra é ferramenta do marceneiro. Da mesma forma, a língua é ferramenta do escritor. Como aceitar que escritores – iniciantes que sejam – não saibam usar muito bem o português? Ou que cometam grandes erros gramaticais? As editoras fazem revisão? Sim, mas os revisores devem corrigir os deslizes que passaram despercebidos. Não é função dos revisores reescrever frases inteiras, nem reestruturar o texto, para que faça sentido. Afinal, como fica a questão da autoria? Reescrever tem tanto valor quanto escrever. Ser escritor não é apenas inventar excelentes histórias; é principalmente trabalhar a linguagem para contar essas histórias. Quem inventa bem é inventor. Para ser escritor, é preciso escrever bem. A língua, as palavras, com sua sintaxe e semântica, são nossa ferramenta principal, a matéria prima com que construímos universos, reconstruímos épocas, e contamos as histórias de nossos protagonistas.
Dúvidas existem (sempre!) Deslizes acontecem. Ninguém consegue saber tudo, aplicar todas as regras corretamente todas as vezes. Para isso, existem os dicionários e gramáticas, e até os revisores das editoras. O trabalho de escrever, revisar, corrigir o texto tem que ser do escritor. Só a mãe (ou o pai) da criança conhece seu DNA, e deixará o texto como ele deve ser.

Então, caros colegas, vamos estudar a língua pátria, nosso amado português, para que saibamos fazer textos que, lapidados e polidos, brilhem como diamantes.

BONECAS DE PAPEL

Sempre gostei muito de brincar de boneca. Susies e bonecas menores, bichinhos de látex, bonecas de papel. As bonecas formavam grupos familiares e de amigos e interagiam entre elas, em tramas que iam se construindo durante a brincadeira, que muitas vezes durava dias e semanas.
 
Na infância, a brincadeira era concreta. Era necessário manipular a boneca, articulá-la, fazê-la andar, pegar coisas, se mexer, para que a ação acontecesse. Ora, bonecas de papel não são articuláveis, e nem mesmo ficam de pé sozinhas. Elas não têm a corporeidade de uma boneca de plástico. Então algumas ações executadas pelas bonecas de papel, pela impossibilidade de acontecerem de fato, aconteciam apenas na minha imaginação, e mediadas pela linguagem (eu dizia que a ação estava acontecendo e ela estava, pelo poder da minha palavra).
 
Mas a gente vai crescendo e abandonando os brinquedos. As bonecas de papel resistiram mais tempo. Eu tinha vários conjuntos de bonecas e, dependendo do humor, brincava com um conjunto ou com outro, e as histórias que eu construía com as bonecas na adolescência duravam dias, semanas e meses.
 
Lembro de uma época, na adolescência, em que eu apenas dispunha as bonecas no chão, uma do lado da outra, e a brincadeira acontecia toda mentalmente: eu olhava para a boneca, tocava nela, e tudo o que eu queria que ela fizesse acontecia dentro da minha cabeça. Até o dia em que eu não precisava mais manuseá-las, nem olhar para elas para que elas se mexessem e interagissem. Introjetá-las em minha mente me deu total liberdade para brincar com elas a qualquer hora do dia e da noite, para mudar a aparência e a personalidade delas.
 
E até hoje, quando não estou escrevendo nada, recupero Pedrinho & Lisa (esses da foto) na minha mente e brinco com eles e com os companheiros deles, inventando situações prováveis e improváveis. Às vezes a trama fica boa e eu transformo em história. Troco os nomes, modifico a aparência e pronto: elaboração de personagens concluída.
 

A brincadeira começou concreta e foi ficando abstrata. Ganhou estrutura literária e forma escrita. Muita coisa mudou na maneira de caracterizar as personagens. Mas, para mim, escrever romances é como brincar de bonecas de papel: uma brincadeira levada a sério, ou uma atividade profissional divertida como uma brincadeira favorita.

 

TENHO UM TÍTULO

Estou ainda no mês de junho de 1927, e o clímax da História de Toni só vai acontecer em agosto. Escrevi cenas de fúria, de inveja, de ternura, de tristeza e dor. O clímax vai ser uma cena tensa, com tudo isso e mais um pouco, mas será como tempestade: descarregadas as nuvens, ainda que com violência, o sol voltará a brilhar, ou seja, tudo será resolvido, encaminhando para um final feliz ou para um final infeliz, não vou contar. Só o que posso adiantar do final é que será trágico: “que não pode ser de outra forma”.
O clímax e o final da história estão definidos desde antes de eu começar a escrever; desde antes mesmo de eu começar toda a pesquisa prévia (que, para esta história, durou um ano). A decisão de começar a escrever aconteceu justamente porque eu já tinha um clímax e um final que me agradavam. Então essas cenas vêm rolando na minha cabeça pelo menos desde 2010. Agora, que estou mais próxima de escrever o clímax, venho detalhando-o, escolhendo palavras, frases e gestos para expressar o que eu quero. E foi assim que o título da história me veio.
Não, o título não tem a ver com o clímax, simplesmente. Não gosto que títulos que contam o final da história; acho que perde a graça. Mas agora eu já conheço melhor as personagens principais – Toni e Rosa – já sei do que elas gostam, o que valorizam, o que é significativo para o amor deles. Foi elaborando o clímax, e com a história toda na cabeça, que eu me dei conta de um gesto que marca o amor de Toni e Rosa desde a primeira página – e eu botei lá de propósito  e que se faz presente em referência mesmo quando eles estão afastados um do outro: mãos dadas. Então, essa história, que tinha nome de Rosinha, e que eu vinha chamando de História de Toni, agora tem um título de verdade: De mãos dadas. Estou satisfeita com essa solução e, agora que virou título, vou reforçar ainda mais a importância desse gesto ao longo de toda a história.

Os textos antigos do blog ficarão como estão, “sem título”, assim como foi com Não é cor-de-rosa, quando deixou de ser Fábrica. Mas, a partir de agora, tenho um título para me referir a essa história que está me dando tanto trabalho e alegria de escrever. [obs.: por conta de trazer os textos para o site, revisei e corrigi o título em vários textos).

INTERMINÁVEL

Esse é o caso da revisão de Construir a terra, conquistar a vida. Já não acredito que conseguirei fazer a publicação este ano. Mas uma história que levou 10 anos gestando na minha mente; seis anos sendo escrita; um ano descansando; um ano sendo digitada; e dez anos esperando sua vez de ser publicada dificilmente seria revisada em apenas alguns meses. É muito bom ter contato com o texto, aperfeiçoá-lo, torná-lo mais bonito e verossímil. Não vou fazer uma revisão de qualquer jeito, só para publicar mais rápido, e os detalhes levam mais tempo do que o “grosso”. Nessa fase da revisão de acrescentar expressões arcaicas, não basta dar um comando para trocar todos os “muito” por “mui”. É preciso analisar caso a caso, se, naquela frase, naquele momento, o “mui” vai funcionar melhor do que o “muito”. Isso é demorado, mas o efeito final está me agradando muito. Acho mais bonito e convincente, em vez da personagem dizer “Teresa é uma moça muito bonita”, ela dizer “Teresa é uma moça mui formosa”. É esse tipo de detalhe e cuidado que estou tendo. Depois que acabar de trocar todas as palavras que quero, ainda será necessária uma nova leitura total, para verificar mais uma vez se os arcaísmos estão apropriados – afinal, não quero que uma palavra ou expressão, só por serem mais apropriadas para a época em que a história se situa, prejudique a leitura e o entendimento do leitor. Clareza para mim é sempre a prioridade.
Além do trabalho ser grande, o tempo que posso dedicar a essa atividade tem sido muito pequeno, apesar de ser minha prioridade. Diferente da História de Toni, que eu posso escrever em qualquer lugar, pois só preciso de caneta e papel, a revisão de Construir a terra, conquistar a vida requer que eu ligue meu computador de casa, algo que só tenho feito em algumas poucas horas do final de semana, pois tenho dado preferência às minhas sete ou oito horas de sono durante a semana; e há atividades de vida doméstica e familiar a cumprir durante o final de semana. O dia que eu ganhar na loteria e não precisar mais trabalhar, meus livros serão escritos e publicados muito mais rapidamente. Enquanto isso, só me resta ter paciência e tranquilidade para fazer as coisas com a rapidez que eu posso, que em geral fica aquém da rapidez que eu quero. Neste caso, a realidade não pode ser modificada, então o jeito é conformar-me a ela e atrasar alguns projetos.

ATIVIDADES

Estou relapsa nas publicações do blog? Pode ser. Mas prefiro pensar que estou cuidando de coisas mais importantes: a escrita de um livro e a publicação de outro. Como disse no texto publicado em 1/7 (por acaso o texto anterior, já que não publiquei outro depois), a preparação de Construir a terra, conquistar a vida está me dando um trabalho maior do que o previsto, para corrigir falhas acrescentar detalhes relevantes, harmonizar essas interferências atuais com o texto original. Ao mesmo tempo, a criação da história de Toni não para, e eu preciso escrever as partes que invento. Então me parece natural que eu não tenha tempo de produzir textos relevantes para o blog, e eu evito vir aqui fazer blá-blá-blá.
Por isso, meus leitores, tenham compreensão se vierem aqui e não houver nada novo para lerem: quer dizer que estou adiantando meus livros, preparando meus romances para sua apreciação.